Elevador Lacerda (Elevador Lacerda) ao pôr do sol - Salvador, Bahia, Brasil Por diegograndi
A cidade de Salvador, na Bahia, enfrenta um desafio preocupante: lidera o ranking nacional de desnutrição infantil entre todas as capitais brasileiras. De acordo com um levantamento recente do Instituto Cidades Sustentáveis, para cada 100 crianças menores de 5 anos que residiam na cidade em 2021, quatro estavam desnutridas. Esses dados alarmantes foram coletados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), vinculado ao Ministério da Saúde.
Em segundo lugar nesse triste ranking está Belém, no Pará, com uma taxa de 2,19 crianças desnutridas a cada 100 habitantes nessa faixa etária. Rio de Janeiro, Cuiabá e Curitiba completam as cinco capitais mais afetadas pelo problema, evidenciando uma variação preocupante em diferentes regiões do país.
Por outro lado, capitais como Teresina, Fortaleza, Boa Vista e Aracaju apresentam os menores índices de desnutrição infantil, com taxas que atingiram os patamares mais baixos. Essa disparidade reflete não apenas questões de saúde, mas também aspectos socioeconômicos e políticas públicas adotadas em cada localidade.
Igor Pantoja, coordenador de relações institucionais do Instituto Cidades Sustentáveis, destaca que o problema da desnutrição infantil está profundamente relacionado a questões como acesso à renda e emprego. Ele aponta que a falta de renda e de trabalho aumenta consideravelmente a possibilidade de escassez alimentar.
Segundo a nutricionista Laís Amaral, coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, o acesso físico e financeiro a alimentos de boa qualidade desempenha um papel crucial na prevenção da desnutrição infantil. Ela ressalta a importância de políticas que garantam esse acesso à população, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados.
Além da desnutrição infantil, o Mapa da Desigualdade também revela outros indicadores sociais preocupantes. Por exemplo, a incidência de gravidez precoce, que atinge índices alarmantes em algumas capitais do país, como Macapá, no Amapá. Esses dados evidenciam a complexidade das questões sociais que afetam diferentes regiões do Brasil.
O Mapa da Desigualdade entre as Capitais Brasileiras oferece uma visão abrangente das disparidades socioeconômicas e de saúde que permeiam o país. Por meio de indicadores criteriosamente analisados, ele destaca tanto os desafios enfrentados quanto as boas práticas que podem servir de exemplo para avanços futuros. Essa análise aprofundada é fundamental para orientar políticas públicas eficazes e promover um desenvolvimento mais equitativo em todas as regiões do Brasil.
Fonte: Agência Brasil e Folha de São Paulo
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