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Muito se fala em “Indústria 4.0”, termo referente à quarta revolução tecnológica na manufatura. No período de 200 anos, o mundo foi de motores a vapor volumosos para as linhas de montagem manualmente intensivas e agora para fábricas automatizadas e habilitadas por big data, IoT e inteligência artificial.

E é assim na área da saúde, com várias revoluções, desde descobertas acidentais como a penicilina até os primeiros raios-X, produtos farmacêuticos modernos e hoje temos sequenciamento de genoma e medicina personalizada.

A chamada “Saúde 4.0”, será possibilitada pela convergência de inteligência artificial, biologia, robôs e nanotecnologia e vai desbloquear novas ferramentas para combater doenças infecciosas, detectar e tratar câncer e produzir órgãos humanos bioimpressos em 3D.

As tecnologias por trás desses avanços podem ser divididas em quatro ecossistemas consideradas tecnologias de última geração: engenharia de tecidos, diagnóstico, multi-ômica e desenvolvimento de linhagem celular.

Um dos campos que estão sendo desenvolvidos atualmente é a engenharia de tecidos, que é a capacidade de fabricar e analisar células humanas e organoides em laboratório. Isso inclui modelos de tecidos humanos e bioimpressão 3D, capazes de permitir o arranjo preciso de construções multicelulares que replicam como o tecido humano funciona em nosso corpo. À curto prazo, essa tecnologia pode reduzir os testes em animais, criando tecidos fisiologicamente relevantes para o teste de novos medicamentos e cosméticos. A longo prazo, imagina-se que essa tecnologia permita a impressão de órgãos humanos que podem ser transplantados em pacientes, o que acaba possibilitando o tratamento de doenças anteriormente incuráveis.

Com as dificuldades iniciais no combate ao Covid-19, percebemos que nossos sistemas de saúde são tão fortes quanto nossa capacidade para rastrear doenças, tanto para doenças infecciosas ou câncer, médicos e autoridades de saúde pública precisam de melhores diagnósticos para configurações de alto rendimento e de ponto de atendimento. No caso do Covid-19, nossa resposta foi prejudicada pela falta de ambas as ferramentas de diagnóstico. Os laboratórios que seriam de “alto rendimento” ainda dependiam inteiramente de processos manuais, em vez de sistemas de dosagem avançados e também softwares que permitem fluxos de trabalho automatizados, levando a tempos de espera de uma semana para os resultados dos testes. Quanto à disponibilidade de testes no local de atendimento, levou mais de um ano para dimensionar a capacidade de diagnósticos rápidos, descartáveis ​​e acessíveis devido à escassez de dispositivos microfluídicos, um facilitador de tecnologia essencial.

Analisar e entender a genética que impulsiona nossa biologia é fundamental para combater muitas das doenças graves que enfrentamos. O Projeto Genoma Humano levou mais de 13 anos e um bilhão de dólares para sequenciar o primeiro genoma humano, empresas como a Illumina agora podem fazê-lo em menos de um dia por cerca de US$600. A Grail, empresa que dá subsídio, recentemente introduziu um teste baseado em genômica que pode detectar até 50 tipos de cânceres precoces. Esses avanços e outros na área da saúde são possibilitados por fluxos de trabalho automatizados orientados por software para tecnologias como isolamento de célula única, manuseio de líquidos, preparação de bibliotecas e outros.

A próxima geração de medicamentos e tratamentos já está sendo desenvolvida por meio do uso de células vivas de organismos multicelulares complexos derivados de células vivas humanas, animais ou vegetais. Esses medicamentos, como biológicos ou terapias celulares e genéticas, estão mudando a maneira de como tratar doenças que atormentam os seres humanos há séculos, incluindo câncer, diabetes, artrite e outras. Infelizmente, essas drogas são muito mais difíceis de produzir por conta do aspecto de células vivas de sua produção. Para desenvolver esses tratamentos inovadores, os desenvolvedores de medicamentos precisam provar e validar que cada tratamento é idêntico e tão eficaz quanto os outros. Isso é feito por meio de classificadores de célula única, que são sistemas avançados de imagem e biorreatores para garantir que cada linha celular seja derivada de uma única célula e fornecer as melhores condições de crescimento possível para essas células.

Resumindo, esses quatro ecossistemas de tecnologia de última geração podem desbloquear tratamentos de saúde que pareciam ficção científica há apenas uma geração. Mas, para realizar esses avanços, alguns obstáculos importantes merecem ser superados. Primeiramente, os governos precisam fornecer financiamento de pesquisa sustentado para tecnologias de saúde, não apenas em um momento pandêmico ou outra grande crise de saúde. Além disso, as empresas privadas de todos esses ecossistemas precisam trabalhar juntas para convergir essas tecnologias. Com isso, precisamos fornecer mais bolsas de estudo e programas STEM para incentivar os alunos a seguir carreiras em ciências da vida para ajudar a desenvolver essas tecnologias interessantes.

Superando esse obstáculo, os pacientes que lutam contra doenças anteriormente incuráveis ​​encontrarão tratamento, as autoridades de saúde pública vão poder rastrear e combater melhor as pandemias. Se continuar com o impulsionamento da pesquisa e o desenvolvimento nesses campos de fontes públicas, privadas e acadêmicas, seremos capazes de cumprir as promessas da Saúde 4.0 e com certeza criar o futuro da saúde.

Fonte: Forbes

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