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Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que, uma em cada três crianças brasileiras apresenta um quadro de anemia ferropriva. Os especialistas da universidade reuniram dados de outras 134 pesquisas publicadas entre os anos de 2007 e 2020 relacionados à saúde de 46 mil crianças do Brasil, com menos de sete anos de idade. A pesquisa foi publicada no periódico científico Public Health Nutrition, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.  

Na medicina, a anemia é muito comum e pode ocorrer por diversas causas como deficiência por ferro, mais conhecida como anemia ferropriva, deficiência de vitamina B12, carência de ácido fólico, destruição precoce da hemácia, que é a célula relacionada ao transporte de oxigênio, chamada de anemia hemolítica ou até mesmo por doenças que afetam a medula óssea como leucemia e linfomas, afirma o hematologista João Saraiva.  

“É uma condição que pode ser comum em crianças, principalmente por um subtipo de anemia causado pela deficiência de ferro na fase de crescimento da criança em que a necessidade de demanda por ferro é maior, logo, caso não haja reposição de ferro, ela pode ocorrer, já que é o principal tipo de anemia”, destaca.   

O tratamento para anemia em crianças é de acordo com a causa. A genética também é um fator que está ligado à anemia e necessita de um acompanhamento contínuo, pontua o especialista.  

“O tratamento depende da causa. Se for a causa mais comum, que é anemia por deficiência de ferro, o tratamento é a reposição de ferro oral, claro que, sendo identificada, da maneira adequada à causa, o que levou à anemia, para não ser um tratamento apenas temporário, mas atuar diretamente na causa. Vamos lembrar que a criança também está suscetível a anemias hereditárias ligadas às causas genéticas como a anemia falciforme, onde o menor vai precisar ter um acompanhamento por médicos especializados por toda a vida e de forma adequada para que não tenha sequelas relacionadas à doença”.  

O médico finaliza indicando algumas orientações aos pais quanto aos sinais e comportamentos que os filhos estão apresentando para que em caso de anemia, o tratamento seja iniciado o mais breve possível. “As principais orientações aos pais são ficar atentos sinais e sintomas do seu filho como palidez e cansaço. Muitas vezes, a criança está indo mal na escola, sonolenta e isso tudo deve ser associado ao acompanhamento com o médico pediatra que vai detectar e diagnosticar o problema na criança e imediatamente iniciar o tratamento adequado”, conclui.  

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