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Cansaço excessivo, ganho ou perda de peso, alteração no ciclo menstrual e mudanças de humor são alguns sinais de quem tem distúrbios da tireoide. A doença que compromete a qualidade de vida da pessoa, ocorre quando há uma alteração na função da glândula endócrina, em forma de borboleta, localizada na parte  frontal do pescoço e tem formato parecido com uma borboleta.

As doenças da tireoide são comuns e decorrem de alteração na função da glândula, como por exemplo hipertiroidismo, hipotiroidismo e tireoidite, ou podem ser decorrentes de alterações na estrutura morfológica da glândula como nódulo de tireoide, bócio e câncer de tireoide. Para cada um desses problemas existem diversas causas, que devem ser investigadas e avaliadas por médico endocrinologista

De acordo com a médica endocrinologista especialista titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) Adriana Lima, a tireoide é uma glândula que produzir hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) os quais tem ação reguladora da função de órgãos como coração, cérebro, fígado, rins e do metabolismo com um todo.

Médica endocrinologista Adriana Lima. Foto: Arquivo pessoal

As diferenças do hiper e hipotireoidismo

A endocrinologista explica as principais diferenças entre hipertireoidismo e hipotireoidismo. “O hipertireoidismo é o aumento na concentração dos hormônios tireoidianos T4 e T3 na corrente sanguínea. No caso do hipertireoidismo em que ocorre aumento na concentração dos hormônios tireoidianos os sintomas são perda de peso, palpitação, ansiedade, sudorese, pele quente, intolerância ao calor, diarreia entre outros. Como todas as doenças o ideal é que o paciente tenha um diagnóstico precoce para que não tenha complicações”, explicou.

A Dra. Adriana fala que no caso do hipertireoidismo pode ocorrer mudança intensa de peso. “A perda ou ganho de peso intensa, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca são algumas das consequências à saúde e o paciente pode evoluir para um quadro de urgência chamado crise tireotóxica”, ressaltou.

No hipotireoidismo, ocorre a diminuição na concentração desses hormônios. “No caso do hipotireoidismo, a queda na concentração dos hormônios tireoidianos pode levar à astenia, sonolência, déficit de memória, pele fria, seca, ganho de peso, constipação, intolerância ao frio e lentidão dos reflexos e movimentos. No hipotireoidismo o não tratamento, dependendo da idade, da gravidade e do tempo da deficiência do hormônio pode levar desde retardo mental e do crescimento e desenvolvimento em crianças pequenas, especialmente as com hipotireoidismo congênito, e nos adultos insuficiência cardíaca, depressão e edema generalizado”, afirmou a médica.

Nódulos cancerosos

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Perceber o aumento do volume tireoidiano ou aparecimento de um ou mais nódulos em região tireoidiana é o primeiro passo para identificar um nódulo, segundo a Dra. Adriana. “No caso do câncer de tireoide o atraso no diagnóstico e tratamento pode fazer com que o câncer se dissemine e torne o tratamento não curativo ou mais difícil”.

O tratamento das disfunções tireoidianas depende do diagnóstico adequado. “Cada disfunção tem um tratamento específico, na maioria das vezes medicamentoso. Algumas condições podemos também tratar com radioiodoterapia. A cirurgia é realizada no casos de nódulos tireoidianos suspeitos ou volumosos e nos casos de câncer de tireoide. Nas alterações funcionais da tireoide, atualmente, a cirurgia é um recurso raramente utilizado. Que procure um médico endocrinologista para que seja feito o diagnóstico e tratamento adequado para cada caso”, concluiu.

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