Os anabolizantes ilegais apreendidos pela ADEPARÁ Foto: divulgação Ascom da ADEPARÁ
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apreendeu recentemente 48 unidades de suplementos anabolizantes veterinários de uso proibido no Brasil.
A carga, interceptada no posto de fiscalização em Conceição do Araguaia, estava sem registro e tinha como destino o município de Piçarra.
Esses produtos, ilegais no país, são utilizados irregularmente tanto em animais quanto em humanos, causando riscos graves à saúde.
Os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas derivadas do hormônio testosterona.
Embora usados legalmente na medicina e na produção animal em alguns países, no Brasil seu uso em animais de produção é estritamente proibido.
O objetivo de seu uso é acelerar o crescimento e aumentar a massa muscular dos animais, mas os efeitos colaterais são alarmantes.
Em animais, o uso de anabolizantes pode causar distúrbios hormonais, problemas cardíacos e alterações comportamentais.
Para os humanos, o consumo da carne de animais tratados com essas substâncias pode levar a desequilíbrios hormonais, aumento do risco de câncer, reações alérgicas e outros problemas graves.
Os efeitos dos anabolizantes vão muito além do consumo indireto. Estudos indicam que essas substâncias afetam praticamente todos os órgãos e tecidos, causando:
Além disso, evidências apontam para impactos negativos no cérebro em desenvolvimento, com alterações nos circuitos neurais e atrofia cerebral.
No Brasil, a fiscalização rigorosa é essencial para impedir o uso de anabolizantes em animais.
O gerente de trânsito agropecuário da Adepará, Paulo Bastos, destaca que o trabalho contínuo da agência visa proteger tanto a saúde pública quanto a integridade do sistema de produção animal.
“As fiscalizações realizadas garantem que as normas sejam seguidas, assegurando alimentos seguros para o consumo humano”, afirma Bastos.
Embora proibidos no Brasil e na União Europeia, os anabolizantes são permitidos em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Lá, métodos sofisticados de análise química são usados para identificar resíduos dessas substâncias antes da exportação de carne.
No entanto, avanços tecnológicos nas práticas ilegais, como o uso de “coquetéis” de anabolizantes em concentrações baixas, dificultam a detecção.
Cientistas têm buscado novos métodos baseados em alterações na estrutura celular e no metabolismo dos tecidos para enfrentar esse desafio.
O uso de anabolizantes veterinários representa uma ameaça silenciosa à saúde pública e à segurança alimentar.
As iniciativas da Adepará e de outras entidades reforçam a importância de uma fiscalização eficaz e de práticas éticas na produção animal.
Proteger a saúde humana e animal é um compromisso que exige vigilância constante, pesquisa científica e o cumprimento das leis.
A conscientização sobre esses riscos é o primeiro passo para um consumo mais seguro e responsável.
Fontes: Agência Pará e Biblioteca Nacional de Medicina (National Library of Medicine)
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