Um paciente na Tanzânia recebe medicação antirretroviral para tratar o HIV. Foto de Daniel Msirikale para UNAIDS
A diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima, fez um alerta chocante: a AIDS pode retornar com a mesma força dos anos 90 e 2000, levando a um aumento drástico de mortes.
Em 2023, 600 mil pessoas morreram no mundo por causas relacionadas à doença, e esse número pode crescer dez vezes.
O principal motivo para esse retrocesso é o congelamento de financiamento anunciado pelos EUA em janeiro. Sem dinheiro, clínicas que distribuem remédios antirretrovirais estão fechando, e milhares de profissionais de saúde foram demitidos.
“São enfermeiros, médicos, farmacêuticos… é muita gente perdendo emprego e pacientes perdendo tratamento”, disse Byanyima.
Na África, onde 53% dos casos globais de HIV estão concentrados, o cenário é ainda pior. Meninas e mulheres jovens são as mais afetadas, representando 60% das novas infecções.
Sem aviso, centros de apoio estão fechando, deixando milhares sem acesso a prevenção e tratamento.
O PEPFAR, programa dos EUA criado em 2003, já salvou 26 milhões de vidas, mas agora sofre cortes brutais.
Na República Democrática do Congo, onde 520 mil pessoas vivem com HIV, o financiamento de US$ 105 milhões para 2025 está ameaçado.
“Sem remédios e suprimentos, o tratamento para 209 mil pessoas pode acabar”, alertou Susan Kasedde, da UNAIDS no país.
Além da UNAIDS, outras agências da ONU, como ACNUR e UNICEF, também sofrem com a falta de verbas. Refugiados, migrantes e crianças estão perdendo ajuda essencial.
“A retirada repentina de apoio está devastando países pobres”, disse Byanyima.
A diretora da UNAIDS fez um apelo direto ao governo americano: “Pedimos que reconsiderem e restaurem os serviços que salvam vidas”.
Ela também sugeriu que os EUA poderiam liderar uma nova revolução na prevenção, com remédios injetáveis que protegem contra o HIV por meses.
Fonte: ONU
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